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Amor...



Enquanto dormia
e pelo deserto caminhava
sorria
das suas piadas...
No brilho suave dos seus olhos
senti uma vida pulsar
sofrida...
buscando no riso
das palhaças piadas
o ópio, o sussurro
ao pé do ouvido...
Seu brilho escondido
pelos olhos eu via
pelo sorriso atrevido
pelo silêncio de seus gemidos
Você me trouxe de volta a fantasia...
Minh'alma de repente... te reconhecia.
(11/07/10)

Comentários

  1. Nossa...acho que li e reli algumas vezes esse poema. Muito bonito e bem construído. Li como se olhasse para um quadro. =)

    Adoro você.

    =*

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  2. agora que reparei na data...
    e me arrepio!
    amo você, minha linda!

    ResponderExcluir

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Olho mágico

De repente anoiteceu..
O pão mofou...
O queijo também..
Mais nada na dispensa...
Continuo sem fome...
Me alimento do pensar..
E das conversas que tenho com o Universo..
Ou seria Pluriverso?
é tanto imaginar!

Meu olho de caleidoscópio não se perde..
Como aranha tece as teias todas..
Como areia cai devagar pela longa ampulheta..
Meu olho de caleidoscópio tem múltiplos relógios..

Meu labirinto onírico é minha vida vivida...
Tantas portas abertas, trancadas, só encostadas..
Todo dia lá estão, as mesmas de sempre..
Meu estado de espírito decide o caminho do dia..
Às vezes só sigo e me deixo ver o que há lá..
Às vezes prevejo o presente futuro..
Mas sempre percebo o quanto se vive às tontas..

O labirinto é dentro do olho..
No olho mágico há luz e há sombra..
No círculo fechado meu olho direito vê o profundo...
A sombra prevalece..
A luz estoura em meu olho esquerdo..
A profundidade vira superficialidade..
Meu olho mágico é 2
É em todo lugar..

Onde estou, nessa altura do labirinto?
Portas, portas, portas...
Chaves.. cad…

'Na torre' ou 'P Ermita' ou 'Contrasenso'

Bonita vista aqui de cima
Bonita retina...
No espelho das mágoas congelei
sem saber do amor
seu modo mais sutil
Minha alegria é vã
vai e vem, companhia...
Na torre não há muros
ou travas ou o escuro...
Só mágoas
E medo.
E medo paralisa.
No receio vivo de querer mais, sem ter
De ti ficam as sobras
Do banquete que comi.
Corro, fujo, me surpreendo..
Quanto mais ando mais me arrependo
De pesar tanto essa carga nas costas...
Doação, essa é a proposta.
Doação, via dupla, mesmo se não gosta..
Vou fechar a porta pra me recolher
Pra variar um pouco
Pouco a pouco me deixo a morrer
No fosso os fantasmas gritam satisfeitos
No terraço os anjos gritam meus defeitos
Sozinha me fecho
É mais certo,
Não estar perto, dá nisso
Meus olhos te procuram
E você, no sumiço
Com data de entrada e data de saída
Sem brigas.
Não quero mais fugir assim
Mas o que fazer com isso dentro de mim??

No tempo...

Posso sentir o cheiro de minha terra...
No verde imenso das montanhas,
desses campos grandes,
nesse mar sem fim...

Nasci na roça.. no simples da vida.
Comi fruta do pé
fiz casa na árvore
tive grama e "pique tá"
bolinha de gude com a galera
tomei porrada dos meninos
Aprendi a ser forte
quando chorar não ajudava
Tive medo do escuro
tomei banho de rio..
E de pouco em pouco
Cresci.