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Carpe Diem



Não, não é mentira...
Você se foi.
Piadista, palhaço, humorista
tinha que ser mais uma piada
mais uma risada...
Parece mentira, você me pegou de novo..
Que lindo dia pra se viver e morrer
Meu pai era vivaz, intenso, audaz
E sempre queria mais
até o último instante de vida..
da vida..
De herança
trago a lembrança viva dessa alma acesa
que sem dúvida virou estrela
Minha poesia hoje não veste preto, ele não gostava..
Veste cores
Na história apaixonada desse ser ensolarado
E o dia está lindo lá fora..
E meu pai me pede pra aproveitá-lo ao máximo..
E jamais, jamais morrer em vida.

Comentários

  1. Um desabafo que se torna uma bela mensagem. Siga em frente, minha querida. Que a gente segue de mãos dadas. Beijão!

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Olho mágico

De repente anoiteceu..
O pão mofou...
O queijo também..
Mais nada na dispensa...
Continuo sem fome...
Me alimento do pensar..
E das conversas que tenho com o Universo..
Ou seria Pluriverso?
é tanto imaginar!

Meu olho de caleidoscópio não se perde..
Como aranha tece as teias todas..
Como areia cai devagar pela longa ampulheta..
Meu olho de caleidoscópio tem múltiplos relógios..

Meu labirinto onírico é minha vida vivida...
Tantas portas abertas, trancadas, só encostadas..
Todo dia lá estão, as mesmas de sempre..
Meu estado de espírito decide o caminho do dia..
Às vezes só sigo e me deixo ver o que há lá..
Às vezes prevejo o presente futuro..
Mas sempre percebo o quanto se vive às tontas..

O labirinto é dentro do olho..
No olho mágico há luz e há sombra..
No círculo fechado meu olho direito vê o profundo...
A sombra prevalece..
A luz estoura em meu olho esquerdo..
A profundidade vira superficialidade..
Meu olho mágico é 2
É em todo lugar..

Onde estou, nessa altura do labirinto?
Portas, portas, portas...
Chaves.. cad…

'Na torre' ou 'P Ermita' ou 'Contrasenso'

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Bonita retina...
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vai e vem, companhia...
Na torre não há muros
ou travas ou o escuro...
Só mágoas
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E medo paralisa.
No receio vivo de querer mais, sem ter
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Quanto mais ando mais me arrependo
De pesar tanto essa carga nas costas...
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Pra variar um pouco
Pouco a pouco me deixo a morrer
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No terraço os anjos gritam meus defeitos
Sozinha me fecho
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Mas o que fazer com isso dentro de mim??

No tempo...

Posso sentir o cheiro de minha terra...
No verde imenso das montanhas,
desses campos grandes,
nesse mar sem fim...

Nasci na roça.. no simples da vida.
Comi fruta do pé
fiz casa na árvore
tive grama e "pique tá"
bolinha de gude com a galera
tomei porrada dos meninos
Aprendi a ser forte
quando chorar não ajudava
Tive medo do escuro
tomei banho de rio..
E de pouco em pouco
Cresci.