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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Azul brilhante...


Caindo do azul brilhante
onde as flores dançam como antes
Sem que nunca pudesse chegar onde ela está.
A estrela anil, que sumiu assim que pude acreditar.
Num salto pleno, o azul sereno tornou-se negro
Não havia estrelas, mas o sossego do livre desapego.
Chegando ao longe, levada por minha própria ânsia
de sentir no corpo o que o espírito emana
as asas reergui
Só me restava sentir toda a imensidão adiante.
Juntaram-se todos a me avisar:
-É melhor parar, ou pode ser tarde.
Até onde me cabe saber nunca pude
conhecer o que era além do além...

Negro buraco no mais vasto dos impactos
Aquele onde o grito é infinito
Onde tudo perpetua sem que a sombra escura
Se faça sombra, pois não há luz
Mas tudo se vê.
Caí, nu, negro, azul, brilhante.
Voei longe de tudo aquilo que escolhi.
Longe de tudo...
Mais perto de mim.
De perto me vi.
Acordei e sorri.

(in Mensagens Inconscientes, 2002)

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