*^*

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pois amor nenhum vive de alma vazia..

Esgotamento nervoso..
A mil por hora minha mente vai...
Segue um percurso de horas a fio..
Por entre teias de um tear sutil

Num buraco te vi fugir correndo..
Como serpente seguiu até encontrar o ardil
Nesse jogo perverso vi arder toda tua trama..
Nesse olhar deserto que você deixou quando sumiu...

Nenhuma rede ou intriga deveria esse amor matar
Enfim, de toda nossa vida, quantas vezes isso já sentiu?
Se toda vez que te encontro fugir correndo..
Não sobrará nenhuma terra capaz de dar vida novamente..

No tempo certo todas as coisas se criam..
Do caos ao novo, a tortura na ânsia se faz...
Deixamos tudo pra depois, escondido..
Num cartaz na entrada, e um na porta de trás...

Para que não fujamos ou se formos, conscientes..
De que amor como esse não mais se faz...
Entre as portas que bater por horas a fio
Que tua trégua não se perpetue..

Pois amor nenhum vive de alma vazia..
E a vida se cria
quando duas almas que se amam
Se entregam com enorme alegria.

Esse amor asserenado
Bate triste no meu peito
Será que morre logo?
Ou será que a vida ainda se faz viva...

sábado, 19 de junho de 2010

...preâmbulo...


*'*

Então me disse..
- venha cá.. que bom tê-la de volta.. já sentia sua falta, pequena...
Hoje sonhei com castanhas.. eram duras, de cascas moles.. sorri dentes de ouro e você me dizia que voltava logo... que via uma luz no final daquele corredor longo por onde andastes todo esse tempo..
Então aqui chegastes...
Minhas pernas dóem.. como se tivesse passado uma vida andarilha.. mas nem sempre era assim.. às vezes eu cansava, queria correr mas não podia.. parecia que a vida era morta.. que minhas pernas não agüentariam... como agora.
Mas, Ariadne, minha linda menina perdida... como foi sua travessia?

Senti que ela me queria ouvir, me queria sentir, me queria saber mais... talvez para lhe sentir menos a dor em meus olhos..

- assustadora... no início achei divertido me comunicar com a escuridão, mas aos poucos o medo e o pavor quiseram tomar conta de mim... a solidão.. foram já muitos meses desde que te vi pela última vez.. Meses vividos no escuro, por companheiros os morcegos, corujas, aranhas, escorpiões e serpentes.. a todos, aliás, agradeço os ensinamentos, durante minhas crises pelo desespero e pelo cansaço..
Mas aqui estou, firme de novo... Mas há quanto tempo chove desse jeito por aqui? tudo está encharcado..

- perdoe, Ariadne.. sou eu.. não consegui parar de chorar desde que perdi meus óculos.. no tempo em que partistes...

domingo, 13 de junho de 2010

...

Transbordou...
Era tanto ardor, amor, desejo
transbordou...
Meu coração cansou de novo
Tem sofrido como maratonista
em corrida sem fim
Transbordou...
Não havia saída
Não havia escape
Simplesmente
transbordou...
Agora é esperar
o tempo de escoar
E quem sabe
deixar pra lá...

Você tem medo de quê?


No joelho a dor
anuncia
arrogância quebrada..
menos valia...

No orgulho besta
da fantasia
(so)negadora do viço
e da alegria...

...

A alma pura sabe e avisa:
"siga seu coração e acredite,
tudo floresce no tempo devido"

é por todos sabido...

Mas não deixe o medo ditar o ritmo
pois isso já é tortura..
e de nada vale esse sacrifício.