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de seres pensantes a seres pulsantes


Existem momentos na vida em que é necessário ficarmos quietos...
nos recolher em silêncio.. sossegar em casa, caminhar sozinhos, com ou sem rumo...refletir, refletir-nos..
Nossa própria companhia é insubstituível em certos momentos...
Então ficar sereno, olhar pra si é fundamental... desapegar-se do fútil, do frívolo, do superficial, esquecer a pressa e mergulhar no profundo da alma, onde a razão conturbada e controladora dos pensamentos consiga dar lugar aos sentimentos, à emoção, à fluidez da vida, do desejo da alma..
E quando tudo flui então, tudo isso dá lugar a uma intuição dantesca, onde não há medos ou dúvidas, mas a certeza de que somos um com o todo, e que o universo sussurra o tempo todo em nossos ouvidos cada passo que precisamos dar pra sermos mais felizes.. e assim trazer felicidade pro meio em que vivemos, dando seguimento à roda da vida... que nunca cessa, mas que sempre emperra quando não ouvimos essa voz que vem de dentro, desse ser inteiro que pulsa, como pulsa o coração da terra.
Pois o planeta é vivo, ele pulsa.
E precisamos ouvi-lo, resgatar esse eixo, esse centro, esse fio que nos conecta com todos nossos parentes, os humanos, e como dizem os índios, todos nossos parentes pedras, àrvores, animais, mares, rios, céus, estrelas, planetas, tudo que é vida, pois tudo isso pulsa e está carregado de energia vital...
Quanto mais ignoramos nosso laço original com a natureza mais nos afastamos de nós mesmos.. e continuamos a correr contra a roda, engasgados nas angústias diárias de ter que ser, ter que ter e ter que parecer o que não se é..
Sempre que aquietamos o corpo, a alma, o coração e a mente ganhamos a oportunidade de resgatar esse elo perdido..
É tempo de refazer o contato com a terra, trazendo mais consciência de nossa raíz na matéria, na terra, sabendo que nosso corpo é nossa casa, e nossa casa é nosso templo sagrado, o lugar de encontro com o mais profundo e íntimo de nosso ser.
É tempo de plantar os pés no chão, literalmente, e deixar sentir a energia e o pulsar da terra, nossa grande Mãe, nosso útero maior, nossa casa.

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