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Mostrando postagens de Janeiro, 2010

Poema roubado... ou.. Uma singela homenagem...

Complemento impressionante de sentimentos tão meus..
mentes inquietas.. que dialogam incólumes.. doidamente... e às escuras.
O Sol.. ilumina esses recantos e traz à luz esses encontros..
Bela poesia.. do poeta louco e amigo constante.. Daniel Dobbin (complexodesagitario.blogspot.com)

O Sol
a luz
que brilha, aquece, cega..
tanto precisamos
queremos, amamos
tememos...
Com coragem enfrentamos
tantas coisas ruins
mas as boas..
aquelas terrivelmente boas..
capazes de nos congelar com seu calor..
dessas fugimos
prendemos a respiração e corremos
afinal,
sempre preferimos nos abandonar
a ser abandonados..

Vamos fugir!

Vamos fugir!
Deste lugar
Baby!
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue...

Vamos fugir!
Pr'outro lugar
Baby!
Vamos fugir
Pr'onde quer que você vá
Que você me carregue...

Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Prá onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer...

Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, céu azul
Onde haja só meu corpo nú
Junto ao seu corpo nú...

Vamos fugir!
Pr'outro lugar
Baby!
Vamos fugir
Pr'onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue

Todo dia de manhã
Flôres que a gente regue
Uma banda de maçã
Outra banda de reggae...
Tô cansado de esperar
Que você me carregue...

Gilberto Gil.

Na natureza dos dias

Sempre me encanta o Sol...
a brilhar refletido
a brilhar colorido
nas folhas úmidas de cada manhã..

Sempre me encanta saber que sou vivo
e parte dessa Natureza que só me traz alegria...

Me emociona o vento e o brincar das aves
que parecem paradas no tempo...
Ai quem me dera voar com elas
e sorrir embasbacado com toda a beleza
desse mundo visto de cima.

Arte de Si.

Olha eu aqui de novo...
Nos desenhos que fiz de mim...
Nos meus contos sutis,
Nas minhas entrelinhas...

A minha Arte de Ser...
Arte do dia a dia...
Minha Arte preferida..
Minha Real Alegria.

*

Atrás de mim estou Eu
Estou
Atrás de Ser
Estou
Atrás de Ser Eu

Na frente
Me chamo
Me respondo
Atrás de mim estou Eu
Não corro mais
Nem me assombro
Caminho.. junto de mim
Sou Eu.

Medo do Amor

Sozinha sigo pelas ruas...
Cinza cada pedra
Minha história jamais me perdoou..
Só, sigo só...
Pelo preço caro por ter tido medo...
Meu medo era puro medo, sim...
Mas mais medo tinha o meu amor..
Segredo! não se foi nem tão cedo..
Mesmo quando minh'alma aquietou.
Sereno.. mora aqui dentro..
ainda.. e fora.. e inteiro.
Sereno..
Sigo só..
Mas te sinto comigo.. estranho isso..
Parece que você não quer me deixar..
Pois eu, você já sabe...
Tropecei no meu amor quando o vi em você..
Ali, assim, tão perto.. tão rápido.. tão forte..
Me assustei, hoje eu sei...
Me perdi.. fugi...
quando voltei, não mais te encontrei..
Perdôe-me..
É só o que tenho a dizer.

Alma!

Alma!
Deixa eu ver sua alma
A epiderme da alma
Superfície!
Alma!
Deixa eu tocar sua alma
Com a superfície da palma
Da minha mão
Superfície!...

Easy! Fique bem easy
Fique sem, nem razão
Da superfície!
Livre! Fique sim, livre
Fique bem, com razão ou não
Aterrize!...

Alma!
Isso do medo se acalma
Isso de sede se aplaca
Todo pesar não existe
Alma!
Como um reflexo na água
Sobre a última camada
Que fica na
Superfície!...

Crise!
Já acabou, livre
Já passou o meu temor
Do seu medo sem motivo
Riso, de manhã, riso
De neném a água já molhou
A superfície!...

Alma!
Daqui do lado de fora
Nenhuma forma de trauma
Sobrevive!
Abra a sua válvula agora
A sua cápsula alma
Flutua na
Superfície!...

Lisa, que me alisa
Seu suor, o sal que sai do sol
Da superfície!
Simples, devagar, simples
Bem de leve
A alma já pousou
Na superfície!...

(Arnaldo Antunes e Pepeu Gomes)

*'*

Caminhos

"Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é
ainda vai nos levar além.”
(Paulo Leminski)




Era um caminho que de tão velho, minha filha,
já nem mais sabia aonde ia...
Era um caminho
velhinho,
perdido...
Não havia traços
de passos no dia
em que por acaso o descobri:
pedras e urzes iam cobrindo tudo.
O caminho agonizava, morria
sozinho...
Eu vi...
Porque são os passos que fazem os caminhos!

(Mario Quintana)

Ítaca

"Quando você partir, em direção a Ítaca,
que sua jornada seja longa
repleta de aventuras, plena de conhecimento.

Não tema Laestrigones e Cíclopes
nem o furioso Poseidon;
você não irá encontrá-los durante o caminho,
se o pensamento estiver elevado,
se a emoção jamais abandonar seu corpo e seu espírito.
Laestrigones e Cíclopes, e o furioso Poseidon
não estarão em seu caminho
se você não carregá-los em sua alma,
se sua alma não os colocar diante de seus passos.

Espero que sua estrada seja longa.
Que sejam muitas as manhãs de verão,
e que o prazer de ver os primeiro portos
traga uma alegria nunca vista.
Procura visitar os empórios da Fenícia
e recolha o que há de melhor.
Vá às cidades do Egito,
e aprenda com um povo que tem tanto a ensinar.

Não perca Ítaca de vista,
pois chegar lá é o seu destino.
Mas não apresse os seus passos;
é melhor que a jornada demore muitos anos
e seu barco só ancore na ilha
quando você já estiver enriquecido
com o que conheceu no caminho.

Não espere que Ítaca lhe dê mais riquezas.
Ít…

O baú do inconsciente... e todos esses medos...

*

Flores azedas.. moídas.. putrefas...
No teu lodo de sentimentos abriga-se um pedaço de minh’alma..
A quero de volta.. não quero mais morar aí.. não quero mais alimentar nossas dores..
Não quero mais matar nossos amores...
Pela raiz todo mal já foi cortado..
E o terreno já foi todo preparado..
Para que nossas flores possam nascer de novo..
E de novo.. e de novo.

***

Por que estou tão trancada.. perdida... vendida ao entorpecimento etéreo de vícios já tão antigos?
Por que sentir toda criatividade que em mim pulsa não basta pra que seja tão (pro) criativa então?
Pareço um cachorro correndo atrás do próprio rabo.. é assim que me sinto agora... nesse pequeno instante..

Me perco quando você está comigo.. ou melhor, acho que me perco quando eu estou contigo.. sei lá!
Uma parte de mim se perde nesse afeto descontrolado... nessa submissão anestesiante..
Minha mãe me veio à cabeça agora.. me lembrando de como ela não acreditava em mim.. de como se submetia ao meu pai, enquanto eu e meus irmãos assistíamos.…