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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

no escuro das horas..


Levantei às seis, tirei o sono do lugar..
Mantive acesa a vela..
Ainda não era hora..
Despertei às sete, tirei as horas do lugar
Nunca me detive em pequenas coisas, não ia ser agora..
Acompanho seus passos, fico curiosa..
Quero saber aonde pode me levar..
Até agora nenhuma surpresa..
Será que sou eu?
Ainda estou trancada..
Ainda não acordei de fato.
Ainda durmo e sonho acordada..
Ainda não são nem três.

domingo, 25 de outubro de 2009

trash cool side


Toda beleza aqui tardia
nas linhas desse caderno de poesia..
quanto tempo minha voz não ouvia
não sei se choro de mágoa ou de alegria.
me dói o abandono por medo e preguiça.
tenho medo de morrer drogado
em alguma esquina.
my trash cool side ri disso tudo
pensa ser importante e imortal..
Mentira!
mas diverte-se contando vantagem
e tirando sarro da sujeira da vida.
Tem um quê de graça e acha até bonito..
algo assim, meio James Dean.

Nigredo

Houve um tempo em que a vida espichava, crescia...
Houve um tempo em que a vida era viva, era sentida, era vivida..
Esse tempo faz muito tempo, esse tempo já nem existia..
no meio da noite, quando a noite é mais negra
a vida se esvai como se esvai o dia..
os sentidos se calam, a vida é vazia. Esvazia.
A alma chora em silêncio..
até o desespero dorme calado,
aguarda um fio de luz que alimente seu grito e assim viva.
Pois aqui no mais escuro da noite
só é vivo o medo.
baby, baby...
que amor é esse
de palavras soltas
e alma vazia?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Meu suave e estranho amor

Acabei de te ler falar de amor
de modo tão puro, sincero e belo..
senti então por você amor profundo..
desses que quase dóem.. Estranho..
é estranho, mas tenho por você amor profundo..
e não há mais nada que mude isso..
não importa onde possamos estar..
quão perto ou quão longe...
Você já é uma das pessoas mais importantes da minha vida..
E tudo aconteceu de repente
e ao mesmo tempo tão sorrateiramente..
É verdade.. não há porque mentir...
É suave, mas é amor o que tenho por ti.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Jardim do Rei



Não sei, ama, onde era.
Nunca o saberei...
Sei que era Primavera
E o jardim do rei...
(Filha, quem o soubera!...)

Que azul tão azul tinha
Ali o azul do céu!
Se eu não era a rainha,
Porque era tudo meu?
(Filha, quem o adivinha?)

E o jardim tinha flores
De que não me sei lembrar...
Flores de tantas cores...
Penso e fico a chorar...
(Filha, os sonhos são dores...)

Qualquer dia viria
Qualquer coisa fazer
Toda aquela alegria
Mais alegria nascer
(Filha, o resto é morrer...)

Conta-me contos, ama...
Todos os contos são
Esse dia, e jardim e a dama
Que eu fui nessa solidão...

Fernando Pessoa

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Primavera da Alma



Eis que chega a primavera, e com ela muita chuva..
que me lave então a alma,
por dentro e por fora..
para que possa voar livre de novo agora..
rumo ao sol, que aquece e brilha..
chega de tanto frio, chega de alma vazia..

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Então grita!!

que doce que nada..
é ardido..
quente como pimenta...
esse ardor que queima em paixão
às vezes parece um soco na boca do estômago..
pimenta fresca em carne viva..
quem mandou ser humana?
achou que a honestidade a libertaria...
agora sofre..
pimenta nos olhos dos outros é refresco..
ditado idiota
agora cai como uma luva.
Queria ter um estômago de avestruz
pra aguentar a mudez dos que tem medo.