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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Coração de Fogo

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No momento, entre correntes de concreto
me permito absorto, ser abstrato
do modo mais barato
que me é dado ser.

Ser criador ou criatura
entre os móveis da amargura
já que assim me faço ver.

Crer no que brotou de mim.
Como se fossem agulhas perdidas
na corrente sanguínea,
a me cutucar vez ou outra
me lembrando que também tenho um coração,
que bombeia esse sangue que circula em minhas veias
para que me faça fogo então.

Ardente tenho a alma
que, comparsa dessa chama que pulsa sem cessar,
prolifera ares de que tudo pode
e grita em meus ouvidos todos seus dotes.
Me inquerindo corações sempre a saciar.

***

(in Mensagens Inconscientes, 2002)

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